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    • 27 OUT 16
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    Dicas de saúde em Gastroenterologia: Dispepsia funcional

    Dicas de saúde em Gastroenterologia: Dispepsia funcional

    O que é?

    Dispepsia, geralmente designada por má digestão ou gastrite, é um conjunto de sintomas que se manifesta na região do estômago, entre o umbigo e o tórax. Engloba dois subgrupos distintos: por um lado, a sensação de dor ou queimação nesta região e, por outro, a ocorrência de dificuldade de digestão, seja traduzida por saciedade precoce e plenitude pós-prandial. Náuseas, excesso de arrotos e distensão do abdome superior estão frequentemente associados. O aparecimento de sintomas dispépticos é um dos problemas clínicos mais frequentes. No Brasil, estudos epidemiológicos mostraram que em torno de 40% da população apresenta sintomas dispépticos. Apesar de tratar-se de uma enfermidade benigna, muitos pacientes apresentam sintomas incomodativos que os motiva a procurar de ajuda médica, pois a dispepsia pode prejudicar significativamente a qualidade de vida.

    Quais exames complementares são importantes?

    Os sintomas acima referidos não permitem distinguir entre a dispepsia funcional e dispepsia decorrente de doenças orgânicas. Através da endoscopia digestiva alta se observa diretamente o revestimento interno do esôfago, estômago e duodeno, sendo este o exame mais importante para esclarecer o diagnóstico. Através dela também é possível pesquisar a presença do Helicobacter pylori. Na dispepsia funcional os achados endoscópicos são normais ou pouco relevantes. Exames laboratoriais  (sangue e parasitológico de fezes) e ultrasom abdominal também são importantes no esclarecimento destes sintomas. Estes testes permitem avaliar alguns órgãos que circundam o estômago, como pâncreas, fígado, vesícula e vias biliares. Hoje existem dados consistentes na literatura que demonstram a relação de intolerância alimentar com sintomas dispépticos, em especial à lactose, frutose e glúten.

    Como é o tratamento?

    Se os sintomas de dispepsia são persistentes, a avaliação médica é necessária. As seguintes orientações devem ser sempre seguidas, pois é fundamental para o tratamento:

    –  Alimentar-se em local tranquilo – Comer devagar – Evitar refeições volumosas – As refeições precisam ser espaçadas e em pequenas quantidades, para não deixar o estômago vazio – Reduzir o consumo de alimentos gordurosos e condimentados, refrigerantes, café, álcool e de qualquer outro alimento que provoque sintomas – Não fumar.

    Estas medidas comportamentais e o uso de medicamentos costumam ser suficientes para controlar a sintomatologia. Medicamentos que diminuem a acidez gástrica podem melhorar significativamente os sintomas em muitos pacientes. Procinéticos são medicamentos que atuam na motilidade gástrica e podem ser usados nos casos onde a saciedade precoce e plenitude estão presentes. Pacientes com histórico de depressão ou ansiedade precisam de um acompanhamento para que a dispepsia tenha melhora, já que estas situações provocam a síndrome. Antidepressivos em baixas doses podem ser utilizados para modular a sensibilidade gástrica, diminuindo a dor. Cada paciente responde de forma diferente a cada medicamento. Pacientes dispépticos com endoscopia normal ou com alterações mínimas que não justifiquem os sintomas, porém com Helicobacter pylori confirmado, a necessidade de erradicação deverá ser considerada.

    Os sintomas podem reaparecer?

    A dispepsia funcional é problema crônico e recorrente. Os sintomas podem voltar a surgir, mas variam de intensidade e frequência. Em muitos casos, isto não torna necessária a realização de novos exames, podendo ser repetido o tratamento que anteriormente havia resolvido o sintoma. Seu médico pode determinar a necessidade de repetir ou solicitar outros exames. Se surgirem sintomas diferentes, especialmente os sinais de alarme (perda de peso, fezes escuras ou com sangue, etc), seu médico deve ser imediatamente informado.

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