• Unidade Cohab: Av. Álvaro Serra Castro
    nº 11 - 2º andar, Cohab Anil III - São Luís - MA
    (98) 3244-0105 / 3259-6248 / 99976-2952
  • contato@gastrolifeslz.com.br
    • 25 MAIO 17
    • 0
    Dicas de saúde em Gastroenterologia: Transtorno de Somatização

    Dicas de saúde em Gastroenterologia: Transtorno de Somatização

    As somatizações aparecem em resposta ou reação a alguma emoção. Trata-se de uma resposta emocional a uma vivência traumática, seja ela, uma separação, problemas familiares ou conjugais, no trabalho, doenças ou morte na família, etc.

    De modo geral, se caracteriza por um salto do psíquico para o orgânico, com predominância de queixas relacionadas aos órgãos e sistemas, como por exemplo, queixas cardiovasculares, digestivas, respiratórias, etc.

    Todos esses sintomas são reversíveis e não obedecem à realidade orgânica ou à fisiologia médica conhecida. Eles obedecem sim, à representação emocional que a pessoa tem de seus conflitos, de seu corpo e de seu funcionamento.

    Vale acrescentar que nenhum desses sintomas tem algo a ver com a simulação, tratando-se, pois, da comunicação corporal de um conflito. É a expressão de uma necessidade psicológica onde os sintomas não são voluntariamente produzidos e não podem ser explicados, após investigação apropriada, por qualquer mecanismo clínico conhecido.

    A característica principal dos Transtornos de Somatização é a presença de sintomas físicos que sugerem alguma doença orgânica ou física. A base do quadro clínico diz respeito à presença repetida de sintomas físicos associados à busca persistente de assistência médica. Apesar dos médicos nada encontrarem de anormal nos pacientes com Transtorno de Somatização, as queixas persistem. E quando há alguma alteração orgânica, esta normalmente não justifica a queixa.

    A pergunta que sempre está presente diante de casos com somatização é quanto à intencionalidade consciente dos sintomas. Nos Transtornos de Somatização a intencionalidade é inconsciente, ou seja, pode haver uma espécie de “planejamento” inconsciente da sintomatologia, a qual passa a se manifestar involuntariamente. Esse quadro difere da Simulação, onde os sintomas físicos são conscientemente intencionais, isto é, voluntários.

    Devemos pensar em um diagnóstico de Somatização, quando a pessoa que se queixa acredita estar sofrendo de um problema orgânico e busca diagnóstico e tratamento médico persistentemente. Nesses casos parece haver uma relutância do paciente em aceitar as seguidas negativas dos médicos quanto à possibilidade de não haver nenhuma doença física.

    Transtorno de Somatização se constitui num grupo de enfermidades psiquiátricas que são caracterizadas quando o paciente apresenta sintomas físicos que sugerem um transtorno físico mas, entretanto, não existe nenhuma causa orgânica ou mecanismo fisiopatológico conhecido que explique os sintomas completamente.

    A indiscutível importância dos Transtornos de Somatização está na gritante frequência com que esses pacientes visitam médicos das mais variadas especialidades. Tão ou mais importante ainda é o fato desses transtornos estarem quase sempre associados a outros quadros emocionais.

    O Transtorno de Somatização habitualmente está relacionado com transtornos depressivos e de ansiedade, até em 85% dos casos.

    Importância Clínica dos Transtornos de Somatização

    A importância clínica dos Transtornos de Somatização é totalmente determinada pela sua enorme frequência, portanto, determinada pela assiduidade com que os pacientes somáticos se utilizam dos sistemas de saúde. Eles estão presentes (muito presentes) nos consultórios médicos de quase todas as especialidades e, não raro, esses pacientes costumam visitar mais de uma especialidade simultaneamente.

    Não obstante, apesar da assiduidade desses pacientes no sistema de saúde, eles estão continuadamente descontentes com o tratamento que recebem. A dificuldade do médico em lidar com esse transtorno emocional faz com que o paciente esteja constantemente trocando de serviço de saúde e médicos.

    Quem trabalha em saúde está familiarizado com aquele tipo de paciente que apresenta queixas múltiplas, imprecisas, confusas e difusas. Normalmente começam dizendo “… não sei nem por onde começar doutor.” Muitas vezes chegam a levar por escrito seus sintomas. Essas pessoas costumam se sentir inconformadas com resultados negativos dos muitos exames que se submetem.

    As queixas frequentemente levam o paciente a muitos exames médicos, endoscópicos, tomográficos e mesmo a cirurgias exploratórias desnecessárias, até porque essas queixas são formuladas em termos dramáticos, eloquentes e exageradas. Frequentemente as pessoas portadoras do Transtorno de Somatização têm um histórico de hospitalizações e extensa trajetória médica, muitas vezes buscando tratamento com vários médicos ao mesmo tempo.

    Os sintomas da somatização podem aparecer como quadros dolorosos incaracterísticos, queixas cardíacas e circulatórias que não se confirmam por exames especializados, distúrbios digestivos e respiratórios, enfim, por queixas que refletem alterações em qualquer sistema funcional, mas raramente se confirmam por exames clínicos ou de laboratório. Nota-se sempre, inclusive com reconhecimento pelo próprio paciente, de variação na intensidade das queixas conforme alterações emocionais, embora a maioria deles insista em discordar do ponto de vista médico que aponta para a possibilidade psíquica dos sintomas.

    Mesmo diante da suspeita do Transtorno de Somatização o médico deve, obrigatoriamente, excluir a existência de alguma doença orgânica real. Não deve ser negligenciada a possibilidade dos pacientes somatizados portarem, simultaneamente, algum outro transtorno clínico orgânico. Desta forma, ressalta-se para o diagnóstico do Transtorno de Somatização puro a inexistência de alguma patologia orgânica real. Para o diagnóstico do transtorno é importante que os sintomas causem sofrimento significativo ou prejuízo na vida social ou ocupacional do paciente.

    Lista de sintomas possíveis de refletir uma somatização:

    náuseas e/ou vômitos – palpitações – dor abdominal – dor torácica – arrotos frequentes –  tonturas – flatulência – ardência nos órgãos genitais – alteração do ritmo intestinal – falta de desejo sexual –  intolerância a alimentos – dor durante o ato sexual – dormência nas extremidades – desmaios – impotência – dor lombar – menstruação dolorosa – dor articular – dor ao urinar – dor muscular – falta de ar – dificuldade de digestão – dores de cabeça – ejaculação precoce.

    A manifestação emocional somatizada não respeita a posição sócio-cultural do paciente, como podem suspeitar alguns, não guarda também relação com o nível intelectual, pois, como se sabe, a emoção é senhora e não serva da razão. O Transtorno de Somatização é um transtorno crônico e flutuante, mas raramente apresenta remissão ou cura completa. É raro passar um ano sem que o indivíduo busque algum atendimento médico, normalmente levado por queixas somáticas medicamente inexplicáveis. Os critérios de diagnóstico tipicamente são satisfeitos antes dos 25 anos, mas os sintomas iniciais frequentemente estão presentes desde a adolescência. Os sintomas sexuais frequentemente estão associados com desajuste conjugal.

    Deixe sua mensagem →

Deixe sua mensagem

Cancel reply